quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Eu vejo a vida passando no meu mar
Eu sinto a vida rondando o meu mar
Sou as areias daquele paço
Canto as ondas, leves compassos
Vem, traz velas, sopros
estrelas apagando-se no chão
A lua, sereia subindo ao céu
Presente, míngua mágica de Deus
Oh filha, pequena muda
nascente, te quero lavada
em água corrente
Mãe, na pia batismal,
minh'alma que dança com o sal
Eu vejo a vida nadando em meu mar
Eu sou a vida, filha de lá.

o ano começou?



Pele do amanhecer
toque de recolher
quando as mãos se riem
e tudo o corpo satisfaz
enquanto creio no amor,
vejo importância no humor
aquela mensagem interior
pulsando, acontecendo em detalhes
a história que vivemos
a cada dia em que morremos
anoitecidos de amor.

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E minha alma achou um par
novela sem vilão pra atrapalhar
Final feliz sem ponto final

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Um belo corpo me acompanha de
grandes sentimentos, quisera
de teu ser abortar um mal
passado que
em tempos me aborrece e, quis ela
vencer todo mal que me possa
machucar o peito ardente, que leva
as flores vivas do buquê que,
em cores de aquarela
transborda em meu ser
o desejo gostoso de ser
seu pequeno
formoso formato
de "sim" na capela

e é isso.

Só o pedaço podre
quer gritar o indizível
que está certo
Na corrente dessa contramão
no vaivém do sangue no coração...
Se falo, o mundo pára
e recebe um atordoado pesar
Então calo e fico quieto
voltando a girar
Se mudo, ainda permite
mandar ao centro o que lhe resta
de mundo louco,
perdido em face questionada
do voltar a ser pouco.

.

Perguntas ao meu bom Deus





Eu queria era ser dona de casa
Juro
Cuidar de marido, de filho...

Porque as mulheres inventaram de ser independentes?
Por quê, meu Deus, por quê?
Se o que eu mais quero é cuidar de casa,
De marido e de filho.

Ontem lhe fiz um poema
E me pareceu um mantra
- pequenininho, dizia assim:
"E levo meus barcos - todos -
Pela imensidão do teu ser.
E me rio.
E me sou feliz"

(Érica Maria)